OPINIÃO DO PIONEIRO (Jornal de Caxias do Sul) 

Escola pede segurança

A Escola Municipal Machado de Assis pede segurança. Em 40 dias, o colégio foi assaltado quatro vezes. A escola está sem guarda. As autoridades alegam falta de efetivo para manter um guarda permanentemente na escola. Todos têm razão: a escola e as autoridades. Mas, e daí, quando todos têm argumentos plausíveis, o que fazer? A questão está posta.
Muito se debate sobre o combate à violência nas escolas, projetos são exibidos, os discursos são otimistas. Mas, na prática, será realmente assim? Como reduzir a violência nas escolas se sequer conseguimos conter os assaltos a essas escolas? Que explicação dar aos alunos quando discursamos pela paz, mas a sensação é de insegurança? Esse parece ser mais um caso da desconexão entre órgãos que devem, ou deveriam ter, discursos e práticas combinadas para obter resultados concretos.


JóiaAs escolas estão tentando inibir com o PM residente, mas nem assim os marginais respeitam. A falta de segurança nas escolas é causa da falta de policiamento? Que solução você acha que deve ser tomada?



Escrito por Por Ivonir e Vânia Maria às 20h23
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A violência escolar e a crise da autoridade docente

 Júlio Groppa Aquino*

 RESUMO: O presente artigo discute a relação entre os conceitos de violência e autoridade no contexto escolar e, particularmente, na relação professor-aluno. Para tanto, contrapõe uma leitura de cunho institucional da violência escolar às abordagens clássicas da temática, demonstrando a tese de que há um quantum de violência "produtiva" embutido na ação pedagógica.
Palavras-chave: violência escolar, relação professor-aluno, autoridade docente, instituição escola.

 Várias são as possibilidades de análise ou reflexão que se descortinam quando alguém depara, quer empírica quer teoricamente, com a indigesta justaposição escola/violência, principalmente a partir de seus efeitos concretos: a indisciplina nossa de cada dia, a turbulência ou apatia nas relações, os confrontos velados, as ameaças de diferentes tipos, os muros, as grades, a depredação, a exclusão enfim. O quadro nos é razoavelmente conhecido, e certamente não precisamos de outros dados para melhor configurá-lo.

A imagem, entre nós já quase idílica, da escola como locus de fomentação do pensamento humano - por meio da recriação do legado cultural - parece ter sido substituída, grande parte das vezes, pela visão difusa de um campo de pequenas batalhas civis; pequenas mas visíveis o suficiente para causar uma espécie de mal-estar coletivo nos educadores brasileiros. Como se posicionar perante tal estado de coisas?

No meio educacional, duas parecem ser as tônicas fundantes que estruturam o raciocínio daqueles que se dispõem a problematizar os efeitos de violência simbólica ou concreta verificados no cotidiano escolar contemporâneo: uma de cunho nitidamente sociologizante, e outra de matiz mais clínico-psicologizante.

No primeiro caso, tratar-se-ia de perseguir as conseqüências, geralmente conotadas como perversas, das determinações macroestruturais sobre o âmbito escolar, resultando em reações violentas por parte da clientela. No segundo, de pontificar um diagnóstico de caráter evolutivo, quando não patológico, de "quadros" ou mesmo "personalidades" violentas, influenciando a convivência entre os pares escolares. Em ambos os casos, a violência portaria uma raiz essencialmente exógena em relação à prática institucional escolar: de acordo com a perspectiva sociologizante, nas coordenadas políticas, econômicas e culturais ditadas pelos tempos históricos atuais; já na perspectiva clínico-psicologizante, na estruturação psíquica prévia dos personagens envolvidos em determinado evento conflitivo. Vale lembrar que uma combinação de tais perspectivas também pode surgir como alternativa à compreensão de determinada situação escolar de caráter conflitivo, por exemplo, num diagnóstico sociologizante das causas acompanhado de um prognóstico psicologizante em torno de determinados "casos-problema" - o que, inclusive, acaba ocorrendo com certa freqüência no dia-a-dia escolar.

Em termos especificamente institucionais, a ação escolar seria marcada por uma espécie de "reprodução" difusa de efeitos oriundos de outros contextos institucionais molares (a política, a economia, a família, a mídia etc.), que se fariam refletir no interior das relações escolares. De um modo ou de outro, contudo, a escola e seus atores constitutivos, principalmente o professor, parecem tornar-se reféns de sobredeterminações que em muito lhes ultrapassam, restando-lhes apenas um misto de resignação, desconforto e, inevitavelmente, desincumbência perante os efeitos de violência no cotidiano prático, posto que a gênese do fenômeno e, por extensão, seu manejo teórico-metodológico residiriam fora, ou para além, dos muros escolares. 


Jóia As relações escolares estão cada dia mais difíceis, muitas vezes começam brigas dentro da sala de aula e terminam na rua com pancadaria e a turma do incentivo aplaudindo para que a briga continue. Você já presenciou alguma briga na escola? O que pensa sobre este assunto? 

 



Escrito por Por Ivonir e Vânia Maria às 19h54
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Violência nas escolas: causas e consequências
Andreia Lobo| 2008-04-16

Alunos desmotivados pelas perspectivas de desemprego. Visão negativa da escola. Responsabilidade social, punições individuais. Professores crispados pelas políticas educativas. São estas as principais causas da indisciplina e da violência nas escolas.

"Há um contexto favorável à ocorrência de rebeliões", diz Manuel Matos, investigador e docente na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto. A violência na escola é um assunto "velho" com uma nova visibilidade.

"Boa parte dos alunos problemáticos não esperam nada da escola, estão lá apenas porque não têm outras alternativas e são forçados a isso", reflecte Manuel Matos. "A família obriga e o Estado não apresenta alternativa em termos de programas de trabalho."

Para o investigador, os fenómenos de indisciplina ou violência são gerados colectivamente. A turma constitui um colectivo. E portanto, "é difícil identificar quem é o responsável". Embora o acto de indisciplina apareça encabeçado, "o protagonista não é necessariamente o principal responsável pela cena, porque a responsabilidade gera-se num contexto colectivo", alerta Manuel Matos.


 

 Segundo o investigador a coletividade leva a não indentificação do responsável, mas não concordamos com isto porque não é a turma que gera conflitos e sim um, dois, no máximo quatro alunos que começam esses conflitos na sala ou na escola. É necessário a identificação desse grupo e tormar as devidas providências para que não mais aconteçam. JóiaVocê acredita que seja uma turma ou apenas o protagonista



Escrito por Por Ivonir e Vânia Maria às 19h29
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A FALTA DE AFETO LEVA A VIOLÊNCIA?

 Acreditamos que a falta de afeto está presente na maioria das crianças, principalmente na classe de baixa renda, mas em todas as classe existe essa falta. Isso acontece pela busca da sobrevivência. Os pais têm muito pouco tempo para dar atenção aos seus filhos e isto faz com que eles busquem essa referência em pessoas que os adotam para usá-los na criminalidade. Muitas vezes os pais não se dão conta do que está acontecendo e não conseguem mais frear as atitudes dos seus filhos.



Escrito por Por Ivonir e Vânia Maria às 22h53
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VIDEO SOBRE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS PRODUZIDO POR NÓS:



Escrito por Por Ivonir e Vânia Maria às 19h33
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Artigo: O tapa coletivo nos professores

por Rene Luiz Göellner*

 

Ultimamente, a violência no sistema escolar tem chocado a sociedade. O que parecia ser simples espasmos decorrentes de fatos extraordinários, hoje é tema das conversas cotidianas. Quando o discurso corrente levanta a máxima de que apenas a educação pode salvar o mundo, a agressão aos professores figura como uma estaca no coração da esperança coletiva.

O aluno “agressor” constitui a exceção perto dos alunos não agressores. O problema que as exceções se repetem com mais frequência e as mesmas exceções se prestam para generalizações infundadas tipo “os alunos de hoje são violentos”.

Outro risco é o de que a disseminação do tema se banalize e não surpreenda mais, deixando de abrir um debate que viabilize planos de ação.

A temática parece ficar circunscrita às agressões físicas e aos traumas psicológicos decorrentes dela. Entre socos, pontapés, ocorrências policiais e tratamentos psiquiátricos apenas a relação professor/aluno é desvelada.

A educação passa por uma séria crise de legitimação em que as batalhas viscerais entre alunos violentos e professores mal pagos são uma consequência. Entre os vários fatores responsáveis pela origem da guerra, encontram-se a falta de perspectivas futuras dos alunos e o aumento da violência urbana. A emergência de outras fontes de informação, entre as quais a TV e a internet, que destitui a escola (e o professor) do papel enquanto o mais importante “templo” do saber, também influencia.

Não é possível esquecer que a educação, para alguns governos e instituições privadas, converteu-se em um “meio” e não um “fim”. Significa que educar pode ser menos importante do que os números de votos ou do que os lucros que uma instituição pode ter. Cria-se uma relação que transforma o professor em refém, desvalorizando-o. Até que ponto o professor pode recriminar o aluno que se excede, reprovar aquele que não estudou e se impor diante uma turma “fora de controle”?

As questões são provocativas e devem ser lidas como uma mudança de foco de atenção no aluno agressor. Mesmo que este seja o responsável, talvez ele não seja o único culpado, pois, afinal, os professores estão recebendo um grande tapa coletivo em que nós somos autores.

Você concorda com o fato de que um aluno deve ser reprovado por ter sido pego colando na prova? E se este aluno fosse o seu filho? E, se seu filho tivesse que repetir o ano letivo e você tivesse que sustentá-lo por mais um ano? Você manteria o seu filho na mesma instituição de ensino? O que você falaria do professor que fez esta “maldade” com ele? Você enviaria para ele uma maçã no dia dos professores?

* DIRETOR ACADÊMICO DA ESPM-RS E DOUTOR EM COMUNICAÇÃO

 



Escrito por Por Ivonir e Vânia Maria às 21h48
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Reportagem Jornal do Almoço 30/03/2009



Escrito por Por Ivonir e Vânia Maria às 20h18
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Este Blog foi idealizado pelos alunos do Unilasalle/Canoas Ivonir e Vânia, na disciplina de Informática e Multimeios na Educação – ProfªMargô.  Escolhemos o tema Violência nas escolas, porque nos últimos anos a violência tem se acentuado assustadoramente por todo o continente. Mas há uma violência em particular que tem nos preocupado bastante, pois ela está ligada diretamente a nós, já que trabalhamos com a educação que é a violência nas escolas. Algumas delas são: Alunos agredindo professores tanto verbal quanto fisicamente; agressões entre alunos, ou professores utilizando métodos não recomendáveis para manter a disciplina. 
Pensamos que existem vários motivos para que esta violência se acentue. Entre eles citamos: Falta de afeto dos pais para com os filhos; filmes e jogos violentos; falta formação dos professores para lidar com situações problemas; mostrar ao aluno que ele tem direitos, mas também tem deveres a cumprir.
Hoje está mais difícil contar com os pais na escola. A escola não possui recursos para acabar com problema da violência, falta especialistas e os professores não estão preparados para enfrentar certas situações na sala de aula. Atualmente a profissão professor está desvalorizada e há muita cobrança. O professor é o único profissional que leva trabalho para casa seja para corrigir provas ou trabalhos, planejar. Organiza eventos que ocorrerão na escola. O salário comparado com outros é muito pequeno, não atraindo profissionais procurando outra profissão que pague  mais. Quando os profissionais da educação serão valorizados? E que realmente a escola seja atraente e os professores satisfeitos realizem um ótimo trabalho?

        



Escrito por Por Ivonir e Vânia Maria às 21h42
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